terça-feira, 28 de abril de 2026

Ora na ferradura, ora no prego…
Ontem foi posto em votação um projeto enviado pelo alcaide que pretendia disponibilizar R$ 3.000.000,00 (três milhões) a serem  usados na mudança de estrutura escolar municipal. Pretendia-se parceria com uma OSCIP - Organização Social Civil de Interesse Público (Os vereadores dizem “óscip”, porém a pronúncia é ÔS-CÍ-PE).

De acordo com o que se falou em tribuna, a finalidade do projeto seria retirar atribuições atuais dos professores e colocar, no lugar, pessoas como auxiliares em classes com alunos portadores de alguma deficiência. 

A vereadora Débora deitou carga, falando que apesar de o projeto não ser ilegal, assunto atinente já havia sido discutido em novembro  passado, com uma moção assinada por todos os edis, inclusive. Que estava fora de questão a aprovação do PL, e que seria coerente e lógico haver a recusa por unanimidade. E assim foi: todos votaram contra, dessa vez com louvor.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

 Acredito que seja eu um dos últimos remanescentes do antigo Centro

No dia 27 de maio de 2025 deu-se a comemoração dos setenta e quatro anos da inauguração do Centro Espírita Humildade na atual Rua Braz Torraga. Houve descerramento de placas com as efígies dos fundadores.

Em 1965, quando comecei a frequentar o Centro, eu tinha lá meus 17 anos (hoje estou com 78…), e o que me trouxe foi uma série de eventos:
Na época, eram poucos os aparelhos de televisão na cidade; então íamos assistir aos programas em algumas casas, disponibilizadas gentilmente por seus moradores.
Um desses locais era a residência do sr. Pedro Candelária. Na sua sala de estar havia uma mesa com livros propositalmente arrumados. Um desses livros era o “O Livro dos Espíritos”, edição de 1943, que eu despretensiosamente passava os olhos, enquanto a gurizada assistia aos seriados da época.

A leitura tornou-se um hábito e um dia soube das reuniões do Centro; fui ver como era… daí tornar-me um ativo participante foi natural.
As sessões começavam com a palestra do sr. Samuel Félix sobre um tema do Livro dos Espíritos, ou da Gênese, ou do Céu e Inferno. Sua fala era de tal forma contundente que dava a impressão de que a assistência ficava hipnotizada.  

Nessa época, faziam parte da diretoria do C.E.H, que eu me lembro, os senhores Pedro candelária, Samuel Félix, Pedro Bento, Prado da Coletoria e Rui Costa.
Posteriormente, vieram Raul Wuo, Juvenal Bexiga, Sebastião Nepomuceno Jr., Zezé do Bisca, Sebastião Alves, Lucas Candelária e eu, claro…

As sessões eram às segundas-feira e depois estenderam-se para as quartas e sextas. Cabe mencionar alguns frequentadores pontuais.Um desses era o sr. Anibal de Brito. Todas as segundas, ele era dos primeiros a chegar, acomodando-se na assistência, humilde e silencioso.
Não posso esquecer de falar também do sr. Matias Ortega com sua esposa, filhas e filhos, da Sra Encarnação Carrião, do Sr.  Raul Gomes, da Sra Laura Miranda…

As coisas mudaram muito: o C.E.H virou um clube “bom bril”, espaço ocupado por alguns eventos e palestras em cujos temas prevalecem a resignação e o “dar a outra face”. Tem até um orfeão composto por gentis sexagenários, de cujo hinário constam cânticos clericais e gospel. Um mistifório de dar coceiras!...
E eu? Bem, no popular, tô fora! Resumindo a ópera, é evidente que não vejo razão para jogar confetes e assoprar velinhas.

Nelson dos Santos
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O Espiritismo surgiu na França como um experimento coordenado por Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec), Tinha por fim o estudo experimental científico, quando o concurso de inúmeros médiuns deram conteúdo à formatação do “O Livro dos Espíritos”, obra angular da nova teoria.

Allan Kardec pertenceu a uma estirpe francesa que estudava o magnetismo e o sonambulismo (daí os passes magnéticos). Nesse grupo de estudos começaram a chegar, dos Estados Unidos e da Inglaterra, notícias inexplicáveis das mesas girantes ou falantes, das  irmãs Fox – que passaram a ser chamadas de médiuns -  e das experiências de Willian Crookes.
Kardec passou a frequentar casas particulares onde se manifestavam   fenômenos ditos mediúnicos, e suas experimentações e conclusões ele enfeixou em cinco livros que deram origem ao que se chamou vulgarmente de doutrina espírita.

Após a açodada edição do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e de inúmeros livros romanceados referentes à reencarnação, a maioria da lavra de Chico Xavier e avalizados pela Federação Espírita Brasileira (FEB), o Espiritismo, de ensaio científico, reacionário, deu primazia ao sincretismo religioso, militante, e tornou-se assistencialista, reduto de poder; contrapôs o dístico católico “Fora da Igreja não há salvação” para o refrão “Fora da Caridade não há salvação”, resignando-se o homo sapiens ao viés doutrinário se quiser sair ileso do Inferno ou do Umbral.

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Pesquisa IBGE:
De 2010 a 2022, de acordo com os dados do Censo Demográfico, a religião espírita (1,8%) apresentou queda de 0,3 p.p. na comparação com 2010 (2,2%). Umbanda e candomblé, por outro lado, saíram de 0,3% em 2010 para 1,0% em 2022, um aumento de 0,7 p.p..
Houve redução do percentual de católicos (56,7%) e aumento de evangélicos (26,9%) e sem religião (9,3%).
Em 2010, os católicos eram 65,1% da população de 10 anos ou mais, os evangélicos, 21,6%, enquanto os sem religião correspondiam a 7,9% dos declarantes (aumento de 1,3%).

quinta-feira, 23 de abril de 2026

 O salário do vereador de Salé é de R$ 6.588,00

Ser vereador hoje é meio de vida confortável, que ascende à classe média e proporciona relevante aumento patrimonial ...

Nos idos passados, o vereador não era remunerado. Sua função baseava-se na alta relevância pública e sua existência visava ao bem-estar do município, somente. Depois a coisa virou política de interesse e passou a ser atividade lucrativa, sendo que os acordos visando a aumentos de vencimento passaram a ser, em maioria, discutidos em gabinetes fechados e votados em sessões extraordinárias, em datas adrede escolhidas, com pouca transparência aos munícipes.

Anos atrás, tanto o jornal “A Notícia” quanto o blog “Anotiprime” noticiaram as várias discussões ocorridas na Câmara Municipal à respeito de alterações na pecúnia dos vereadores, que no trato republicano tem o designativo de subsídio.
As deliberações sobre o assunto salarial viraram método, e hoje os camaristas levam 13º salário e abono de 1/3 durante as férias de meio de ano, a que chamam de recesso legislativo…
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Um deputado do Amazonas propôs uma PEC que transformaria vereador em conselheiro. A proposta seria válida para municípios com até 30 mil habitantes (o que incluiria a “Terra de encantos mil...”)
Esse deputado, de nome Amorim Mandel, disparou em plenário que “vereador e merda são a mesma coisa”, e foi além ao dizer que “deputado federal é o mesmo que vereador”.Veja AQUI

Muita gente pode concordar em tudo com o tal Mandel, mas informo  que não concordo...Reza a lógica que a tal PEC não tem chance alguma de vingar, no entanto deixou no ar aquele cheiro característico de unto vencido...


segunda-feira, 20 de abril de 2026

A política de Bertaiolli..

 

Você sabia que em 2022 o ex-deputado federal mogiano Marco Bertaiolli foi reeleito com a ajuda de 1.748 votos de Salesópolis.
Empossado, Bertaiolli pouco ficou no cargo, pois foi generosamente guindado a Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, uma benesse vitalícia, frise-se?

Para a cadeira do kassabista assentou seu suplente, um tal de Saulo Pedroso, ex-prefeito de Atibaia, que garimpou insignificantes 10 (dez) votos por aqui (incrível que houve quem votou nele).

Conclusão: o salesopolitano jogou 1.748 votos na lata do lixo. 

O governador foi Tarcísio...

domingo, 19 de abril de 2026

 A broa e o circo

O sexteto fantástico já apurou quanto o alcaide fez o município gastar na "tradicional" "festa de rodeio"?
Elogios a maioria dos camaristas fez...

sábado, 18 de abril de 2026

 A Vereadora e o Maomé

A camarista Débora Rodrigues queixou-se em tribuna do tratamento a que vem sendo alvo nas redes sociais (Ah!, essas redes marotas…).
Tudo começou, provavelmente, depois de ela participar da queda de um projeto de visava ao bem-comum da população.

No parlatório, Débora disse não admitir ser criticada na forma de figurinhas (charges), principalmente as que a mostravam com um excesso de gordura corporal. Falou que não se considera obesa e que tais alusões beiravam à misoginia (termo muito em voga atualmente).

Não sei o teor das mensagens dirigidas à vereadora, nem se elas foram insultuosas a ponto extremado. O que se sabe é que a edil do Distrito achou um despropósito ter um IMC acima do normal, considerou as críticas sendo uma Bernarda ignominiosa e prometeu sair célere rumo ao Ministério Público.

O que todos pelo menos intuem é que a reclamante é um agente público; que foi eleita e reeleita para representar um determinado naco da população, o qual agora acha que ela falhou nessa representação.
Como os camaristas em geral sentem-se os deuses do Olimpo, o vulcão da insatisfação popular abriu sua válvula de escape, jorrando o que se comentou. E não adiantou vídeos irados e indignados tentando suavizar o dano. A Inês já era morta, e a coisa ficou feia para o sexteto fantástico…

O experimentado Paulo Banespa chegou a traçar paralelo com o caso deplorável que envolveu a Escola Base, jungindo-o à malhação do Judas, visto ser época pascal. Aqui o caso difere, pois não se trata de fato ambíguo, mas de algo pensado, consumado e comprovado. Os vereadores dito oposicionistas enfiaram os pés pelas mãos, arrastando consigo um inexperiente, inclusive. Ferrou com o ferreiro!

 Em época não muito remota, um jornal foi atacado e teve seus funcionários metralhados por exibir uma charge de Maomé. Isso na França. Agora, na provinciana Salesópolis, uma vereadora quer levar à guilhotina quem dela discorda de forma não convencional. 

O que sei, e que todos também estão sabendo, é que Débora, Paulo, Edílson, Mário, Davi e o novato Norzinho atiraram nos próprios pés. E que a repercussão refletirá nas próximas eleições.

Embora alguns políticos, que levam a pecha de profissionais do cargo, se elejam independentemente do gosto da maioria do eleitorado devido ao distorcido formato de totalização, aqueles que votam, principalmente no Distrito, olharão sob nova ótica os que se apresentarem como candidatos.

A França, que se ergueu sob o signo da liberdade, agora se radicalizou: sufoca, espanca e mata. Salesópolis parece querer seguir a mesma trilha.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

 Fome e foros de poder…
Não sei quem foi o presidente de cuja cabeça saiu a idéia personalística dessa placa.
O dístico deveria ser “Câmara Municipal de Salesópolis”, casa do povo, fiscalizadora de atos pouco louváveis perpetrados por prefeitos da hora.
O fator legislativo é o que menos deveria importar numa Câmara, visto que a cada lei que os supostos legisladores aprovam, via de regra a qualidade de vida dos moradores do município tende a piorar.