A Vereadora e o Maomé
A camarista Débora Rodrigues queixou-se em tribuna do tratamento a que vem sendo alvo nas redes sociais (Ah!, essas redes marotas…).
Tudo começou, provavelmente, depois de ela participar da queda de um projeto de visava ao bem-comum da população.
No parlatório, Débora disse não admitir ser criticada na forma de figurinhas (charges), principalmente as que a mostravam com um excesso de gordura corporal. Falou que não se considera obesa e que tais alusões beiravam à misoginia (termo muito em voga atualmente).
Não sei o teor das mensagens dirigidas à vereadora, nem se elas foram insultuosas a ponto extremado. O que se sabe é que a edil do Distrito achou um despropósito ter um IMC acima do normal, considerou as críticas sendo uma Bernarda ignominiosa e prometeu sair célere rumo ao Ministério Público.
O que todos pelo menos intuem é que a reclamante é um agente público; que foi eleita e reeleita para representar um determinado naco da população, o qual agora acha que ela falhou nessa representação.
Como os camaristas em geral sentem-se os deuses do Olimpo, o vulcão da insatisfação popular abriu sua válvula de escape, jorrando o que se comentou. E não adiantou vídeos irados e indignados tentando suavizar o dano. A Inês já era morta, e a coisa ficou feia para o sexteto fantástico…
O experimentado Paulo Banespa chegou a traçar paralelo com o caso deplorável que envolveu a Escola Base, jungindo-o à malhação do Judas, visto ser época pascal. Aqui o caso difere, pois não se trata de fato ambíguo, mas de algo pensado, consumado e comprovado. Os vereadores dito oposicionistas enfiaram os pés pelas mãos, arrastando consigo um inexperiente, inclusive. Ferrou com o ferreiro!
Em época não muito remota, um jornal foi atacado e teve seus funcionários metralhados por exibir uma charge de Maomé. Isso na França. Agora, na provinciana Salesópolis, uma vereadora quer levar à guilhotina quem dela discorda de forma não convencional.
O que sei, e que todos também estão sabendo, é que Débora, Paulo, Edílson, Mário, Davi e o novato Norzinho atiraram nos próprios pés. E que a repercussão refletirá nas próximas eleições.
Embora alguns políticos, que levam a pecha de profissionais do cargo, se elejam independentemente do gosto da maioria do eleitorado devido ao distorcido formato de totalização, aqueles que votam, principalmente no Distrito, olharão sob nova ótica os que se apresentarem como candidatos.
A França, que se ergueu sob o signo da liberdade, agora se radicalizou: sufoca, espanca e mata. Salesópolis parece querer seguir a mesma trilha.

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